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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Olimpíada: Um tiro no pé


Leonardo Siqueira

Cresci curtindo assistir as Olimpíadas na televisão e torcer pelas raras medalhas brasileiras e me emocionar com elas.

Depois que me tornei jornalista esportivo e comecei a cobrir os esportes olímpicos, aprendi nas coletivas e eventos que trazer os Jogos Olímpicos para uma cidade, poderia ser um grande crescimento do país, tanto no âmbito esportivo quanto no âmbito de mobilidade urbana.

Ouvi histórias como a de Barcelona-92 e Sidney-2000, que teriam sidos cidades que mais souberam se utilizar do fato de sediar uma Olimpíada para crescer e evoluir no setor urbano e tornando-se assim um lugar melhor para as pessoas, que ali viviam e também as visitavam.

Quando o Rio de Janeiro venceu a candidatura da edição de 2016, fui até a praia de Copacabana comemorar com colegas de profissão a nossa vitória e a oportunidade de ter os Jogos Olímpicos na minha cidade e poder estar perto de astros que até então só tinha visto pela TV.

Anos passaram-se e em 2016, diante do fato de não estar mais trabalhando com esportes, logo me inscrevi para o programa de Voluntários. Estar ali, viver aquele sonho e poder participar de alguma forma era uma alegria imensa para mim.

Quando chegou o dia, vivi 20 dias intensos, contei e ouvi histórias, reencontrei amigos, vi atletas que me conheciam concentradíssimos na disputa das Olimpíadas e vi astros passarem por mim no check-in do dia - a-dia da ponte dos atletas. No fim, ainda trabalhei no Centro de Imprensa e vi jornalistas do mundo inteiro e analisei como eles trabalhavam: uma experiência incrível.

Hoje um ano depois, apesar de defender o legado deixado na cidade como o Metrô da Barra, o BRT e o Porto, me deparei com a notícia da prisão do presidente do COB, Carlos Arhtur Nuzman e com a provável denuncia de compra de votos para que isto tudo fosse possível.

Não sei se é verdade ou não, mas que me deixou bastante decepcionado com as pessoas que a conhecia das coletivas e apresentações ao COI, confesso que sim. E tenho que admitir que as Olimpíadas podem ser tanto uma chance de crescimento, como também o tiro no pé de quem a sedia.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Campeões Alison e Bruno enfrentam americanos no Parque Olímpico


Alison e Dalhausser voltam a se enfrentar depois da Rio-2016
Um duelo com três campeões olímpicos em uma partida de vôlei de praia realizada dentro de uma arena de tênis, no Parque Olímpico. O ‘Gigantes da Praia’ promete muitas novidades ao torcedor brasileiro e colocará frente a frente Alison/Bruno Schmidt, ouro na Rio-2016, contra os americanos Dalhausser, campeão em Pequim-2008, e seu parceiro Lucena, reencenando a maior rivalidade do vôlei de praia mundial.

A disputa acontece no Centro Olímpico de Tênis (COT), dentro do Parque Olímpico, em ação inédita do vôlei de praia brasileiro, no dia 5 de fevereiro (domingo), a partir das 10h (de Brasília). Os ingressos custam R$ 40 (cadeira) e R$ 200 (área VIP). O jogo entre os brasileiros e os norte-americanos, que se enfrentaram nas quartas de final da Rio-2016, contará com transmissão ao vivo da Rede Globo no Esporte Espetacular.

A preliminar do ‘Gigantes da Praia’ também apresentará um voleibol de alto nível. Ágatha, medalha de prata na Rio-2016, e sua nova parceira, a tricampeã mundial Sub-19, campeã mundial Sub-21 e campeã olímpica da juventude Duda, enfrentam Ana Patrícia, também campeã olímpica da juventude, campeã mundial Sub-21 e atleta mais alta do circuito nacional. Ao lado dela a habilidosa Rebecca, campeã brasileira Sub-23.

A estrutura e o planejamento são parte fundamental da organização do ‘Gigantes da Praia’. Toda operação que colocará areia na quadra de tênis será realizada sem dano ao local. Uma lona impermeável será responsável por proteger o piso, que receberá 210 toneladas de areia. A realização do ‘Gigantes da Praia’ acontece em uma parceria da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ministério do Esporte, prefeitura do Rio de Janeiro e Rede Globo.

Em cinco confrontos realizados entre Alison/Bruno e Dalhausser/Lucena são três vitórias dos brasileiros e duas da dupla dos EUA. Nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a parceria verde e amarela venceu por 2 sets a 1 (21/14, 12/21, 15/9), abrindo caminho para a conquista do ouro olímpico dias depois.

As quatro duplas realizarão treinamentos no Centro Olímpico de Tênis na véspera do duelo, sábado (04.02), em horário que ainda será informado aos jornalistas.

Medalhas de bronze do 4x100m feminino em Pequim serão entregues em março


A equipe feminina do revezamento 4x100m do atletismo nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 já sabe quando receberá as medalhas olímpicas de bronze. A cerimônia de entrega às atletas será no dia 29 de março, durante a 18ª. edição do Prêmio Brasil Olímpico, no Rio de Janeiro. As medalhas já estão de posse do Comitê Olímpico do Brasil (COB), após serem enviadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

O Brasil havia ficado na quarta colocação na prova, mas em agosto passado herdou a medalha de bronze após o COI cassar a medalha de ouro da Rússia, devido a um doping na equipe russa detectado em reanálise de amostras dos Jogos de Pequim. Com isso, a Bélgica ficou com o ouro, e a Nigéria com a medalha de prata.

Participaram daquela conquista as atletas Lucimar Moura, Rosangela Santos, Rosemar Coelho Neto e Thaissa Presti. “Será um justo reconhecimento ao grande trabalho, dedicação, garra e comprometimento das nossas medalhistas olímpicas, que reescrevem um importante capítulo da história do esporte brasileiro”, afirmou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

Clube de Atletismo BM&FBOVESPA aposta na renovação para 2017


Nova equipe já treina com o técnico Elson Miranda
Novo grupo do salto com vara com o técnico Elson Miranda e Fabiana Murer São Caetano do Sul - O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA, comprometido com o desenvolvimento do Brasil pelo esporte, entra renovado na temporada de 2017, com 14 novos integrantes no grupo de 57 atletas.

"Ao fim de 2016, tivemos a despedida de atletas experientes, como Fabiana Murer, Marílson Gomes dos Santos e Thaíssa Presti, que se aposentaram do atletismo. Entramos, então, em um processo de renovação, com sangue novo na equipe", disse o coordenador técnico Ricardo D'Angelo.

Mas continuam na equipe atletas que têm se destacado no atletismo nacional nos últimos anos, como Mauro Vinícius da Silva, o Duda, bicampeão mundial indoor do salto em distância, os finalistas olímpicos Wagner Domingos, o Montanha (lançamento do martelo), Darlan Romani (arremesso do peso), Luiz Alberto de Araújo (decatlo), além da campeã pan-americana dos 5.000 m Juliana Paula Gomes dos Santos e dos jovens Thiago do Rosário André (meio fundo), Núbia Soares (salto triplo) e Izabela Rodrigues da Silva (lançamento do disco).

Entre os novos contratados estão atletas que disputaram os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, como a velocista Vitória Rosa, de 20 anos, o barreirista Marcio Teles, de 23 anos, assim como a marchadora Erica Rocha de Sena, de 31 anos - medalha de bronze na Copa do Mundo em 2016, 7ª colocada na Rio/2016 e recorde sul-americana dos 20 km, a atleta retorna à equipe.

O grupo do salto com vara, comandado pelo técnico Elson Miranda, foi totalmente renovado e contará com quatro atletas: Bruno Spinelli, Vinicius Micael, Juliana Campos e Patrícia dos Santos. Bruno e Juliana já treinavam com Elson e, até o ano passado, competiam pelo Instituto Elisângela Maria Adriano (IEMA), núcleo de categorias de base que funciona em São Caetano do Sul e é apoiado pelo Clube de Atletismo BM&FBOVESPA.

Os desafios do primeiro ano do ciclo olímpico

O ano de 2017 terá três grandes torneios internacionais. O principal deles é o Mundial de Londres, que será realizado em agosto, no mesmo estádio que recebeu os Jogos Olímpicos de 2012. Antes, os atletas do Clube buscarão classificação para o Mundial de Revezamentos, em abril, nas Bahamas, e para o Campeonato Sul-Americano, em junho, no Equador, que também é classificatório para o Mundial de Londres.

"Na parte internacional da temporada, foco estará nos Mundiais - de revezamento e outdoor - e em continuar conquistando resultados nos meetings. O Sul-Americano, que o Brasil normalmente tem dominado, ganha maior atrativo já que dará vagas para o Mundial", explica D'Angelo. "Dentro do país, vamos em busca do título do Troféu Brasil, que será em junho, no Rio. Vamos lutar, porque será mais um ano competitivo".

De virada, Rexona-Sesc vence Uberlândia e está na final da Copa Brasil


O início de jogo demonstrou todo o equilíbrio entre Rexona-Sesc e Dentil/Praia Clube Uberlândia. Mas, apesar da derrota no primeiro set, a equipe carioca se reencontrou na partida, abusou dos pontos de bloqueio e com Monique e Anne inspiradas conseguiu a virada sobre o time mineiro.

Em 1h38 de partida, o Rexona-Sesc aplicou 3 sets a 1, parciais de 22-25, 25-20, 25-15 e 25-15, e vai buscar o tricampeonato da Copa Brasil, neste sábado (28.01), às 21h, contra o vencedor de Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé/Osasco, que se enfrentam ainda nesta noite.

Eleita a melhor jogadora em quadra, a holandesa Anne parabenizou o poder de superação do Rexona-Sesc ao longo da partida.

“Foi muito bom. Estamos em mais uma final, então estou muito feliz. O Uberlândia conseguiu colocar pressão e bloquear muito bem, mas depois conseguimos nos concentrar melhor, nosso saque passou a funcionar, o que ajudou muito o nosso bloqueio. Tive dificuldade na recepção no início, mas consegui me reestabelecer no ataque. Nos acertamos também taticamente e tudo funcionou melhor”, analisou a holandesa, minimizando o prêmio de melhor em quadra.

“Ganhar este prêmio não é o mais importante. Estou feliz que o time jogou bem, conquistamos esta vaga na final, e agora vamos descansar um pouco e analisar o jogo entre Minas e Osasco, traçar uma boa tática, para amanhã voltar com tudo”.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Disputa que define vaga ao Circuito Mundial será ‘aperitivo’ em João Pessoa


Saymon (esq) e Álvaro Filho lideram o Circuito Brasileiro
Os fãs do vôlei de praia em João Pessoa (PB) contarão com um grande aperitivo para a disputa da sexta etapa do Circuito Brasileiro Open 2016/2017, que começa nesta sexta-feira (27.01). Seis duplas, três em cada gênero, disputarão uma fase eliminatória direta nesta quinta-feira, buscando vaga ao torneio qualificatório da etapa de Fort Lauderdale (EUA), a primeira da temporada atual do Circuito Mundial.

O ‘Country Quota’ era realizado na véspera das etapas internacionais, mas foi extinto dos torneios pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Desta forma, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em conjunto com a Comissão de Atletas, definiu que a disputa seria feita em solo brasileiro. Os jogos ocorrem a partir das 13h na arena central montada na Praia de Cabo Branco, altura do número 2.500.

Estão na disputa do country quota masculino para o Major Series de Fort Lauderdale os times formados por Álvaro Filho/Saymon (PB/MS), Luciano/Bruno de Paula (ES/AM) e Oscar/Hevaldo (RJ/CE). No feminino, a disputa será entre Josi/Lili (SC/ES), Juliana/Carol Solberg (CE/RJ) e Maria Elisa/Carolina Horta (PE/CE). Veja abaixo a ordem dos jogos.

O time vencedor em cada gênero entra na disputa do qualificatório em Fort Lauderdale, e ainda precisará vencer para chegar à fase de grupos do Major.

O Brasil já tem sete duplas garantidas na fase de grupos e uma no torneio qualificatório. No masculino, Alison/Bruno Schmidt (ES/DF), Pedro Solberg/Guto (RJ), Evandro/André Stein (RJ/ES) e Ricardo/Harley (BA/DF). Já no naipe feminino, estão no torneio principal Larissa/Talita (PA/AL), Ágatha/Duda (PR/SE) e Elize Maia/Taiana (ES/CE), enquanto Fernanda Berti/Bárbara Seixas (RJ) partem do qualificatório.

O Brasil é o maior campeão do Circuito Mundial, com 16 títulos de temporada entre os homens e outros 21 entre as mulheres. Em 2016, Bruno Schmidt foi eleito pelo segundo ano consecutivo o melhor jogador da temporada.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Scheidt já mostra evolução na classe 49er na Copa do Mundo


Scheidt tem evoluído na nova classe ao lado de Gabriel
Robert Scheidt faz progressos na classe 49er da etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela. Nesta quarta-feira (25), no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos, se manteve no top 10 nas duas regatas disputadas e subiu da 22º para a 17º posição na classificação geral.

Ao lado do proeiro Gabriel Borges, o bicampeão olímpico busca experiência nessa nova etapa da carreira, a qual, aos 43 anos, decidiu encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no iatismo.

Mais entrosada a cada dia, a dupla Scheidt/Borges se manteve entre os líderes na primeira regata e cruzou a linha de chegada em 6º lugar. Na sequência, os brasileiros mantiveram a regularidade e terminaram a corrida em 9º. Com isso, ocupam a 17º colocação, com 75 pontos perdidos.

A liderança está com os britânico Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 20 pontos perdidos. No total, a classe 49er terá 12 regatas em Miami, mais a medal race, programada para ser disputada no sábado (28).

A etapa de Miami da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) é a primeira grande competição do ano, mas a temporada 2017 começou há duas semanas para Scheidt e seu novo parceiro. A dupla disputou a Miami Mid Winters e terminou em 11º lugar na disputa que envolveu 17 barcos.

domingo, 18 de setembro de 2016

Mistura de ritmos põe o Maracanã para dançar na cerimônia de encerramento


Música. Muita música. A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 colocou o público e os atletas para dançar, com uma mistura de ritmos que agitou o Maracanã neste domingo.



Logo de cara o show mostrou que seria eclético e democrático como os Jogos. No grande palco armado no gramado, o coração da festa, se misturaram os tambores dos Batuqueiros do Silêncio, sob o comando de Gaby Amarantos; a guitarra baiana de Armandinho; o rock pesado de Andreas Kisser; a guitarra de Johnatha Bastos, que não tem os dois braços e toca com os pés. Tudo junto, numa mistura de incrível sonoridade.

O sucesso da realização dos Jogos Rio 2016 foi reconhecida pelo Comitê Paralímpico Internacional com a maior honraria da entidade. O presidente do IPC, o inglês Philip Craven, pronunciou, no meio da Cerimônia de Encerramento das Paralimpíadas: "Decidimos entregar à população do Rio e do Brasil a Ordem Paralímpica, a mais alta honra que um indivíduo ou grupo de pessoas pode receber", para delírio dos 45 mil espectadores.

"Missão cumprida! Realizamos os Jogos Olímpicos e Paralímpicos espetaculares. Esse Brasil que amamos tanto mostrou ao mundo do que é capaz. Toda essa celebração nasceu do sonho de fazer do Rio uma cidade olímpica. Para muitos era impossível, para o Rio e o Brasil, não", completou Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016.

Os Jogos Paralímpicos também coroaram a melhor participação brasileira em uma Paralimpíada, considerando o total de medalhas e as diferentes modalidades no pódio. Em Londres-2012, o país ficou em sétimo e obteve 21 ouros. Agora foram 14 medalhas douradas e o oitavo posto. Mas, somadas às 29 pratas e aos 29 bronzes, o Brasil chegou ao recorde de 72 pódios em uma edição de Jogos Paralímpicos.

O show final também teve premiações e um momento triste. No prêmio Whang Youn Dai, tradicionalmente entregue desde Seul 1988, que honra o espírito paralímpico, Ibrahim Al Hussein, atleta iraniano da natação, e a americana Tatyana McFadden, do atletismo, foram os premiados. O prêmio tem esse nome, porque a sul-coreana Youn Dai foi a primeira homenageada. Ela foi diagnosticada com uma paralisia infantil aos três anos, tornou-se médica e dedica sua vida a ajudar pessoas com deficiência.

Flores foram entregues aos representantes dos voluntários que ajudaram na organização dos Jogos Rio 2016. Em seguida, a música "One Love", de Bob Marley, tocou no estádio enquanto imagens de pessoas de várias etnias apareciam no telão. Um vídeo com os melhores momentos dos Jogos foi bastante aplaudido. Mestrinho, tocando sanfona, Pedro Martins, na guitarra, e Daniel Santiago, no violão, interpretaram o Hino Paralímpico.

A tragédia que envolveu o ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, que faleceu enquanto competia neste sábado (17.09), não foi esquecida. Em seus discursos, Philip Craven e Carlos Arthur Nuzman homenagearam o atleta e o presidente do IPC pediu um minuto de silêncio ao público em respeito à memória do ciclista e ao sofrimento de sua família e amigos.

Até Tóquio. O show de axé de Saulo, da Banda Eva, seguido pelo funk de Negro do Borel, do "Dream Team do Passinho" e de Gaby Amarantos embalaram a sequência da Cerimônia. No fim, a cantora baiana Ivete Sangalo entoou a música: "Tempos de Alegria", cantada durante diversas disputas nos Jogos Rio 2016 e  que ficou ecoando pelo Maracanã como se quisesse que este momento nunca terminasse.

Os Jogos do povo: Philip Craven declara orgulho e faz balanço positivo do Rio


Philip Craven parabenizou a organização do Brasil
O povo brasileiro abraçou os Jogos Rio 2016 e o movimento paralímpico não hesitou em retribuir o gesto. Neste domingo (18.09), último dia do evento, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), Sir Philip Craven, fez um balanço positivo da competição, dando destaque para a relação entre os espectadores, que compareceram em peso às arenas, e os atletas.

“O Rio 2016 será lembrado como os Jogos do povo. Foram 12 dias de esportes que trouxeram diferentes gerações para aproveitarem uma experiência única. O Rio 2016 foram os Jogos que mais me deixaram orgulhoso e vão deixar um legado social. Não tenho dúvidas de que vão tornar o Rio de Janeiro e o Brasil mais inclusivos”, destacou Craven, informando de que foram vendidos mais de 2,1 milhões de ingressos para o evento, número que fica atrás somente de Londres 2012. “Gostaria de levar o barulho da torcida carioca para todas as arenas do mundo”, brincou o britânico.

O presidente do IPC lamentou a morte do iraniano Bahman Golbarnezhad após acidente no ciclismo de estrada no sábado (17.09), mas fez um balanço positivo do restante da experiência paralímpica no Rio. “Ontem foi provavelmente o pior dia para o movimento paralímpico enquanto fui presidente, mas, de forma geral, os Jogos foram ótimos. Achei que seriam os melhores Jogos em termos de performance dos atletas e eles provaram isso. Estão melhorando a cada edição. O crédito deve ir para os comitês paralímpicos e as federações internacionais”, elogiou Craven.

Segundo Craven, mais de 200 recordes mundiais foram quebrados no Rio de Janeiro e 82 países conquistaram medalhas, sete a mais do que em Londres 2012. O grande destaque individual foi o bielorrusso Ihar Boki, da natação, que conquistou seis medalhas de ouro. Mas quem ganhou um elogio especial foi o futebol de 5 do Brasil, tetracampeão no Rio 2016.

“Vimos gols incríveis. Na primeira partida do Brasil, contra Marrocos, vi os três gols e não acreditei que eles realmente não conseguiam enxergar a bola. Os goleiros, que enxergam, não tiveram a menor chance. Foi inacreditável”, citou Craven.

Desempenho do Brasil

Durante a coletiva, Philip Craven fez uma análise da participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos. Até a manhã deste domingo (18.09), o país somava 71 medalhas, um recorde no evento, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 28 de bronze.

“Vi o quadro de medalhas e o Brasil em oitavo lugar. Por que se preocupar tanto com a posição? Talvez nem todas as medalhas de ouro tenham sido alcançadas, mas acho que Andrew Parsons está feliz com a situação”, afirmou Craven, citando o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). “O Brasil teve mais medalhas que em Londres, construiu um centro de treinamento incrível em São Paulo e acredito que veremos boas performances em Tóquio 2020”, avaliou.

Em final dramática, Austrália é bicampeã no rugby em cadeira de rodas


Não foi fácil, mas a Austrália confirmou seu favoritismo e conquistou o ouro no rugby em cadeira de rodas nos Jogos Rio 2016. A equipe da Oceania precisou ir a duas prorrogações, mas derrotou os Estados Unidos por 59 a 58 na Arena Carioca 1 neste domingo (18) e ficou com o título.

Foi o segundo ouro Paralímpico consecutivo da equipe, que venceu também em Londres 2012. Atuais campeões mundiais, os australianos disputaram a terceira final seguida, depois de ganharem a prata em Pequim 2008. O tempo normal de jogo terminou empatado em 50 a 50 após o americano Josh Brewer marcar um ponto a dois segundos do fim.

Na primeira prorrogação, quem evitou a derrota nos últimos instantes foi a Austrália, que marcou com Chris Bond a um segundo do fim para marcar 54 a 54. No segundo tempo extra, o astro Ryley Batt assumiu a responsabilidade, marcou a 49 segundos do fim e garantiu o ouro australiano.

Na disputa pelo bronze, o Japão surpreendeu o Canadá, prata em Londres 2012 e bronze em Pequim 2008, venceu por 52 a 50 e conquistou sua primeira medalha no esporte na história dos Jogos.

Edneusa Dorta ganha o bronze na maratona, a última medalha brasileira


Edneusa Dorta comemora com o guia a medalha de bronze
O último dia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 também foi dia de pódio para o Brasil. A veterana Edneusa Dorta foi a terceira colocada na maratona da classe T12, disputada em Copacabana, e garantiu o bronze, a medalha de número 72 do país nos Jogos.

Edneusa, de 40 anos, se manteve entre as três primeiras colocadas durante todos os 42,195 km da prova. A baiana cruzou a linha de chegada após 3h18min33s e foi a terceira mais rápida, atrás da espanhola Elena Congost, que levou o ouro com 3h01min43s, e da japonesa Misato Michishita, que foi prata com 3min06s52.

"Foi minha primeira maratona internacional. O maior desafio é manter o ritmo até o fim. Mas o público me apoiou muito e me levou até o final. O calor incomodou um pouco, mas não importa, eu encaro qualquer coisa. Meu coração me manda seguir em frente e eu continuo", comentou a brasileira.

Outras provas.  No masculino, da mesma classe, a vitória foi do marroquino El Amin Chentouf, que fez o tempo de 2h32min17s, seguido pelo espanhol Alberto Laso, prata com 2h33min11s, e pelo japonês Masahiro, bronze com 2h33min59s. Na maratona masculina da classe T45/46, o ouro foi para a China, com Chaoyan Li, que marcou 2h33min35s, com o espanhol Abderrahman Khamouch sendo prata com 2h37min01s e o português Manuel Mendes, bronze com 2h49min57s. O brasileiro Alex Silva participou da prova, mas não concluiu a distância.

Na classe T54 feminina, nova vitória chinesa, desta vez com Lihong Zou, que fez o tempo de 1h38min44s. A estrela americana Tatyana McFadden ganhou a prata com o mesmo tempo e foi seguida no pódio pela compatriota Amanda McGrory, que fez 1h38min45s. A brasileira Aline Rocha foi a décima, com 1h43min01s.

Nas disputas masculinas da mesma classe, quem levou a melhor foi o suíco Marcel Hug, que ganhou o ouro com 1h26min16s. O australiano Kurt Fearnley chegou um segundo depois e ficou com a prata. O bronze foi para Gyu Dae Kim, da República da Coreia, que completou a distância em 1h30min08s.

Brasil cai diante do Egito e é quarto no voleibol sentado


Fred fez 41 pontos, mas não evitou a derrota brasileira
A esperada medalha brasileira no voleibol sentado masculino nos Jogos Paralímpicos terá que esperar até Tóquio 2020. Apesar de ter lutado muito, o Brasil foi derrotado pelo Egito por 3 sets a 2 (26/28, 31/29, 25/19, 22/25 e 15/13) em uma verdadeira batalha no Pavilhão 6 do Riocentro na manhã deste domingo (18).

Atual vice-campeã mundial e medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015, o Brasil chegou ao Rio 2016 com boa perspectiva de medalha. O quarto lugar, de toda forma, representa o melhor resultado da equipe nos Jogos Paralímpicos. Mas não agradou ao técnico Fernando Guimarães, que é irmão de José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de voleibol do Brasil.

“Não gostei da nossa campanha desde o começo. Foi a melhor campanha da história, mas também tínhamos o nosso melhor time, então deveria ter sido melhor. O time não suportou a pressão, senti os jogadores tensos o tempo todo. Esse esporte é muito rápido e não dá tempo para recuperação. Esperava um final diferente porque sei que o time poderia produzir muito mais que isso”, lamentou o treinador.

Foi a segunda vitória dos egípcios sobre os brasileiros no Rio 2016. Os africanos também levaram a melhor na segunda rodada da primeira fase, quando mais uma vez precisaram de cinco sets para vencer. O capitão brasileiro Fred foi o maior pontuador da disputa pelo bronze, com impressionantes 41 pontos. Ele foi, porém, o único brasileiro a passar dos dez pontos – Daniel chegou perto, marcando nove. Do lado egípcio, o capitão Hesham Elshwikh, com 27 pontos, e Mohamed Abouelyazeid, com 17, foram os mais efetivos.

Na final, o Irã confirmou o favoritismo e derrotou a Bósnia e Herzegovina por 3 sets a 1, parciais de 25/21, 21/25, 25/18 e 25/15 para ficar com o título. A vitória foi uma revanche da final de Londres 2012, quando os bósnios levaram a melhor. O gigante Morteza Merzhad, de 2,46m, foi o destaque da vitória iraniana, com 28 pontos marcados na decisão. Isa Zirahi e Sadegh Bigdeli marcaram 12 pontos cada. Safet Alibasic fez 16 pontos para a Bósnia e Herzegovina. Foi o sexto ouro dos iranianos, principais vencedores do esporte nos Jogos Paralímpicos. A equipe esteve nas últimas seis finais dos Jogos.

Rio 2016 e IPC expressam sua profunda tristeza pela morte de Bahman Golbarnezhad


Bahman Golbarnezhad também disputou provas no Velódromo
O Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 junta-se ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC) e expressa sua profunda tristeza pela morte do ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, ocorrida após um acidente durante a prova de ciclismo de estrada classes C4-5, neste sábado (17).

O IPC confirma que Bahman, de 48 anos, sofreu um acidente por volta das 10h40, em Grumari, uma área montanhosa da prova. O atleta foi atendido no local do acidente e estava sendo transportado ao hospital quando sofreu uma parada cardíaca. A ambulância se dirigiu ao Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, onde o atleta morreu pouco depois de chegar. A família de Bahman, que está no Irã, foi informada durante a tarde. Já a delegação iraniana foi reunida na Vila Paralímpica para receber a notícia.

"Essa notícia nos deixa de coração partido", disse Sir Philip Craven, presidente do IPC. "Os pensamentos e condolências de todo o movimento Paralímpico vão à família de Bahman, a seus amigos e colegas de equipe, bem como ao Comitê Paralímpico do Irã". "A família Paralímpica está unida no luto diante desta terrível tragédia, que deixa uma mancha nestes fantásticos Jogos Paralímpicos", completou Sir Craven.

"É uma notícia muito triste para o esporte e o movimento Paralímpico", afirmou Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016. "Nossos corações e nossas orações estão com a família de Bahman, seus colegas e com todas as pessoas do Irã".

Brian Cookson, presidente da União Ciclística Internacional (UCI), também se pronunciou: "Estou devastado com a morte do ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad. Nossos pensamentos estão com a família, os amigos e o Comitê Paralímpico do Irã. A eles oferecemos nossas mais sinceras condolências".

Após a morte de Bahman, a bandeira do Irã foi baixada a meio-mastro na Vila Paralímpica. O mesmo acontece com a bandeira Paralímpica na Vila e no Riocentro, onde o Irã enfrenta a Bósnia-Herzegovina no domingo (18), na final do voleibol sentado. Um minuto de silêncio será respeitado durante a cerimônia de encerramento dos Jogos, no domingo.

Uma investigação está em curso para analisar as circunstâncias do acidente. Esta era a segunda prova de Bahman no Rio 2016. Na quarta-feira (14), ele participou do contrarrelógio masculino classe C4, na qual foi o 14º colocado. Ele já havia participado dos Jogos Londres 2012.

sábado, 17 de setembro de 2016

Último dia de natação tem ouro, recorde de medalhas e bronze emocionante no revezamento


Daniel Dias se emociona com o recorde de medalhas
O último dia de provas na natação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi cheio de emoções para os brasileiros. Além das medalhas de Daniel Dias, Joana Neves e do time de revezamento 4x100 medley 34 pontos, o torcedor ainda presenciou a despedida de Clodoaldo Silva, o Tubarão, do esporte.

Daniel Dias encerrou o dia com duas medalhas: uma de ouro nos 100m livre S5 e um bronze no revezamento 4x100m medley 34 pontos. As duas conquistas deste sábado transformaram o nadador no maior medalhista de Jogos da história entre os homens, com 24, no total (14 ouros, sete pratas e três bronzes).

O revezamento, aliás, levou o torcedor ao delírio. A medalha de bronze só chegou na última parte da prova, com Phelipe Rodrigues. O pernambucano foi responsável por fechar a disputa e deu uma arrancada sensacional para levar o Brasil ao pódio.

Quem também brilhou no último dia foi Joana Neves. A nadadora, que já tinha a prata os 50m livre S5, faturou o bronze nos 100m livre S5. Além das duas individuais, Joaninha também participou do revezamento 4x50m livre misto 20 pontos no começo da competição, que terminou com a medalha de prata para o Brasil.

Clodoaldo Silva e Daniel se abraçam na despedida do tubarão
O dia também foi de despedida para um mito das piscinas. Clodoaldo Silva, o Tubarão, foi ovacionado ao terminar os 100m livre S5. O potiguar fechou a prova em 8º e ficou sem medalha mas levantou a torcida, que o saudou por toda a história dentro do esporte.

Confira o que Clodoaldo e Daniel falaram após suas provas.

Clodoaldo Silva
"É indescritível tudo o que vivi nessa Paralimpíada, desde a abertura dos Jogos, com o acendimento da pira. Foi uma emoção gigantesca. Eu sabia que tinha uma validade para a carreira do Clodoaldo acabar dentro da piscina, mas desde ontem acho que foi caindo a ficha. Foi difícil dormir ontem, foi difícil nadar a eliminatória. E entrar na final com toda a torcida gritando meu nome, torcendo pelo desporto paraolímpico, é inexplicável. Só estando ali para sentir tudo isso. Nesse momento eu quero tirar férias. Fiquei muito tempo longe da minha filha, da minha família. Estou vivendo uma dificuldade em Natal, que minha irmã está doente. Mas tenho várias propostas para minha vida fora da piscina, vários projetos, mas só mais para frente vou decidir o que fazer". 

Daniel Dias
"Confesso que não parei para pensar ainda no que aconteceu, estou sem voz de tanto que eu gritei no revezamento, então é uma alegria imensa poder ajudar meu país. Meu objetivo aqui era conquistar medalhas nas minhas provas individuais e ajudar ao máximo meus companheiros no revezamento. Estou extremamente feliz por nadar em casa, com essa torcida me apoiando. Isso é algo que vai ficar marcado na minha história para sempre, e acredito que o esporte paralímpico nunca mais será o mesmo depois disso aqui.".

Brasil conquista o bronze no voleibol sentado feminino


Meninas comemoram a vitória sobre a Ucrânia e o bronze
O Brasil conquistou neste sábado (17) sua primeira medalha da história no voleibol sentado nos Jogos Paralímpicos. O inédito pódio veio com a equipe feminina, que derrotou a Ucrânia por 3 sets a 0 (25/12, 25/22 e 25/20) no Pavilhão 6 do Riocentro e garantiu o bronze.

O primeiro set foi um passeio das brasileiras, que se impuseram desde o começo e fecharam a parcial em 25/12. A Ucrânia melhorou no segundo set, mas ainda assim acabou derrotada: 25/22. O terceiro set permaneceu pau a pau até a metade, quando mais uma vez o Brasil conseguiu sobressair. Ao final, fechou a parcial em 25/20 e garantiu a medalha.

Com 22 pontos, Janaína foi o destaque da vitória brasileira na partida decisiva. A veterana de 39 anos teve ajuda de Jani, que marcou dez pontos, e Nathalie, que anotou oito. Ilona Yudina marcou doze pontos par a equipe ucraniana.

No masculino, o Brasil também joga pelo bronze, domingo, às 9h30, contra o Egito. A final será ao meio-dia, entre Bósnia e Herzegovina e Irã. Levantadora Gizele organiza o ataque brasileiro na disputa pelo bronze (Foto: Rio 2016/Ana Patricia Almeida)