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domingo, 18 de setembro de 2016

Mistura de ritmos põe o Maracanã para dançar na cerimônia de encerramento


Música. Muita música. A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 colocou o público e os atletas para dançar, com uma mistura de ritmos que agitou o Maracanã neste domingo.



Logo de cara o show mostrou que seria eclético e democrático como os Jogos. No grande palco armado no gramado, o coração da festa, se misturaram os tambores dos Batuqueiros do Silêncio, sob o comando de Gaby Amarantos; a guitarra baiana de Armandinho; o rock pesado de Andreas Kisser; a guitarra de Johnatha Bastos, que não tem os dois braços e toca com os pés. Tudo junto, numa mistura de incrível sonoridade.

O sucesso da realização dos Jogos Rio 2016 foi reconhecida pelo Comitê Paralímpico Internacional com a maior honraria da entidade. O presidente do IPC, o inglês Philip Craven, pronunciou, no meio da Cerimônia de Encerramento das Paralimpíadas: "Decidimos entregar à população do Rio e do Brasil a Ordem Paralímpica, a mais alta honra que um indivíduo ou grupo de pessoas pode receber", para delírio dos 45 mil espectadores.

"Missão cumprida! Realizamos os Jogos Olímpicos e Paralímpicos espetaculares. Esse Brasil que amamos tanto mostrou ao mundo do que é capaz. Toda essa celebração nasceu do sonho de fazer do Rio uma cidade olímpica. Para muitos era impossível, para o Rio e o Brasil, não", completou Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016.

Os Jogos Paralímpicos também coroaram a melhor participação brasileira em uma Paralimpíada, considerando o total de medalhas e as diferentes modalidades no pódio. Em Londres-2012, o país ficou em sétimo e obteve 21 ouros. Agora foram 14 medalhas douradas e o oitavo posto. Mas, somadas às 29 pratas e aos 29 bronzes, o Brasil chegou ao recorde de 72 pódios em uma edição de Jogos Paralímpicos.

O show final também teve premiações e um momento triste. No prêmio Whang Youn Dai, tradicionalmente entregue desde Seul 1988, que honra o espírito paralímpico, Ibrahim Al Hussein, atleta iraniano da natação, e a americana Tatyana McFadden, do atletismo, foram os premiados. O prêmio tem esse nome, porque a sul-coreana Youn Dai foi a primeira homenageada. Ela foi diagnosticada com uma paralisia infantil aos três anos, tornou-se médica e dedica sua vida a ajudar pessoas com deficiência.

Flores foram entregues aos representantes dos voluntários que ajudaram na organização dos Jogos Rio 2016. Em seguida, a música "One Love", de Bob Marley, tocou no estádio enquanto imagens de pessoas de várias etnias apareciam no telão. Um vídeo com os melhores momentos dos Jogos foi bastante aplaudido. Mestrinho, tocando sanfona, Pedro Martins, na guitarra, e Daniel Santiago, no violão, interpretaram o Hino Paralímpico.

A tragédia que envolveu o ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, que faleceu enquanto competia neste sábado (17.09), não foi esquecida. Em seus discursos, Philip Craven e Carlos Arthur Nuzman homenagearam o atleta e o presidente do IPC pediu um minuto de silêncio ao público em respeito à memória do ciclista e ao sofrimento de sua família e amigos.

Até Tóquio. O show de axé de Saulo, da Banda Eva, seguido pelo funk de Negro do Borel, do "Dream Team do Passinho" e de Gaby Amarantos embalaram a sequência da Cerimônia. No fim, a cantora baiana Ivete Sangalo entoou a música: "Tempos de Alegria", cantada durante diversas disputas nos Jogos Rio 2016 e  que ficou ecoando pelo Maracanã como se quisesse que este momento nunca terminasse.

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